sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Keith Jarrett - “Setting Standards New York Sessions”


Keith Jarrett 
“Setting Standards 
New York Sessions” 
ECM Records 
2008 

Keith Jarrett – Piano. 
Gary Peacock – Double-Bass. 
Jack DeJohnette – Drums. 

“Standards – Vol.1” – 1983 
“Standards – Vol.2” – 1984 
“Changes” – 1985 

Primeira box set da série “Old and New Masters”, este “Setting Standards – New York Sessions” do Keith Jarrett Trio, reúne os três primeiros álbuns de Estúdio gravados por um dos mais famosos trios da história do Jazz.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

John Abercrombie - “The First Quartet”


John Abercrombie
“The First Quartet”
ECM Records
2015


John Abercrombie – Guitar, mandolin guitar.
Richard Beirach – Piano.
George Mraz – Double-Bass.
Peter Donald – Drums.

“Arcade” – 1979
“Abercrombie Quartet” – 1980
“M” – 1981



A edição de “The First Quartet” de John Abercrombie, um dos mais geniais guitarristas da história do jazz na série “Old and New Masters” da ECM Records, reunindo os três primeiros álbuns deste fabuloso quarteto de Jazz, revela-se um verdadeiro acontecimento.. 

Aqueles que como eu o viram a actuar em quarteto no Festival de Jazz de Cascais, recordam-se como a espera foi longa, mas Villas-Boas animou o pessoal e informou que ele já tinha desembarcado no Aeroporto da Portela (assim se chamava na época), por isso mesmo o Trio Finlandês que tinha terminado a sua actuação, permaneceu em palco mais uma hora para ir aquecendo as hostes e quando John Abercrombie finalmente chegou e entrou em palco, na companhia de Richard Beirach no piano, George Mraz no contra-baixo e Peter Donald na bateria, foi a loucura e embora eu já conhecesse a sua música, fiquei definitivamente rendido à sua genialidade. 

Ao longo dos anos John Abercrombie encontrou na editora alemã ECM Records, a sua casa e ali gravou dos mais belos álbuns de jazz, fosse a solo, duo, trio ou diversos quartetos liderados por si ou até por outros músicos, já que a sua disponibilidade para nos oferecer a sua música era sempre bem generosa. Obrigado John Abercrombie pela tua maravilhosa música! 

Rui Luís Lima

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Jack DeJohnette - “New Directions”



Jack DeJohnette 
“New Directions” 
ECM Records 

Jack DeJohnette – Drums, Piano. 
John Abercrombie – Guitar, Mandolin. 
Lester Bowie – Trumpet. 
Eddie Gomez – Bass. 

1 – Bayou Feve (Jack DeJohnette)– 8:40 
2 – Where or Wayne (Jack DeJohnette)– 12:25 
3 – Dream Stalker (DeJohnette/Abercrombie/Bowie/Gomez) – 5:55 
4 – One Handed Woman (DeJohnette/Abercrombie/Bowie/Gomez) – 10:49 
5 . Silver Hollow (Jack DeJohnette) – 8:24 

Jack DeJohnette e John Abercrombie já tinham colaborado anteriormente em diversos trabalhos discográficos, mas a sua perfeita colaboração nos duetos do álbum “Pictures”, do baterista norte-americano, encontram-se por aqui a espaços, por outro lado os diálogos que o contrabaixo de Eddie Gomez vai estabelecendo com a guitarra de Abercrombie e a bateria de DeJohnette revelam-se de uma simbiose perfeita e depois temos a colorir as imagens desenhadas por estes três músicos, o trompete de Lester Bowie, membro preponderante dos célebre Art Ensemble of Chicago, que aqui nos oferece uma palete de cores bem diferente, de tema para tema, mas que permanece perfeita nas tonalidades que nos oferece, fugindo às bruscas introduções que por vezes pratica com a célebre banda de Chicago. Este quarteto liderado pelo baterista Jack DeJohnette (que por vezes também toca piano, como sucede num dos temas deste álbum e que até já gravou o célebre “Jack DeJohnette Piano’s Album”), irá ficar conhecido pelo nome de New DirectionsJ! 

Gravado em Junho de 1978 no Talent Studop, Oslo, por Jan Erik Kongshaug. Fotografia da capa do álbum de Roberto Masotti. Layout de Dieter Bonhorst. Produção de Manfred Eicher. 

Rui Luís Lima

Jan Garbarek Trio - “Triptykon”


Jan Garbarek Trio 
“Triptykon” 
ECM Records 

Jan Garbarek – Soprano Saxophone, Tenor Saxophone, Flute, Baritone Saxophone. 
Arild Andersen – Bass. 
Edward Vesala – Percussion. 

1 – Rim (Garbarek / Andersen / Vesala) – 10:34 
2 – Selje (Garbarek / Andersen / Vesala) – 2:18 
3 – J.E.V. (Garbarek / Andersen / Vesala) – 7:27 
4 – Sang (Garbarek / Andersen / Vesala) – 2:47 
5 – Triptykon (Garbarek / Andersen / Vesala) – 12:43 
6 – Etu Hei! (Garbarek / Vesala)– 2:18 
7 – Bruremarsj (Tema Tradicional) – 4:12 

Jan Garbarek surge aqui não só a tocar flauta, instrumento que fará diversas aparições ao longo dos seus álbuns durante a década de setenta, do século xx, mas também utilizando o saxofone barítono no sentido de oferecer um maior fulgor à simbiose entre o jazz e a música tradicional Escandinávia, que ele ao longo dos anos tem cultivado em algumas gravações, de forma a lançar as sementes que irão criar essa beleza nórdica, que por vezes sentimos quando escutamos alguns dos seus trabalhos discográficos, alicerçados em temas tradicionais. Tanto Arild Andersen, como Edward Vesala complementam de forma perfeita esta viagem de Jan Garbarek intitulada “Triptykon”. 

Gravado a 8 de Novembro de 1972 no Arne Bendiksen Studio, Oslo, por Jan Erik Kongshaug. Capa do álbum e Design de B & B Wojirsch. Produção de Manfred Eicher. 

Rui Luís Lima

Steve Kuhn - “Ecstasy”



Steve Kuhn 
“Ecstasy” 
ECM Records 

Steve Kuhn – Piano. 

1 – Silver – 8:49 
2 – Prelude in G – 4:26 
3 – Ulla – 7:23 
4 – Thoughts of a Gentleman – The Saga of Harrison Crabfeathers – 12:16 
5 – Life’s Backward Glance – 4:45 

O álbum “Ectasy” oferece-nos a magia do pianista Steve Kuhn em piano solo, revisitando alguns temas bem conhecido do seu reportório, mas convidando-nos a escutar novas leituras desses mesmos temas.  Curiosamente, algumas décadas depois, Steve Kuhn, que sempre desejou gravar um álbum com uma orquestra de cordas, irá concretizar esse sonho com o trabalho discográfico Steve Kuhn with Strings - “Promises Kept”. Fica assim o convite para escutarem estes dois trabalhos discográficos de Steve Kuhn, bem demonstrativos da sua Arte e saber. 

Gravado em Novembro de 1974 no Arne Bendiksen Studio, Oslo, por Jan Erik Kongshaug. Layout de Max Franosch. Pintura da capa do álbum de Maja Weber. Fotografia de Roberto Masotti. Produção der Manfred Eicher. Todas as composições são da autoria de Steve Kuhn. 

Rui Luís Lima

domingo, 13 de maio de 2018

Carla Bley - “Tropic Appetites”


Carla Bley 
“Tropic Appetites” 
WATT Records 

Carla Bley – Voice, Recorders, Piano, Electric Piano, Clavinet, Organ, Marimba, Celeste, Percussion. 
Julie Tippets – Voice. 
Gato Barbieri – Tenor Saxophone, Percussion. 
Howard Johnson – Voice, Clarinet, Bass Clarinet, Soprano Saxophone, Baritone Saxophone, Bass Saxophone, Tuba. 
David Holland – Cello, Acoustic Bass, Bass Guitar. 
Michael Mantler – Trumpet, Valve Trombone. 
Toni Marcus – Violin, Viola. 
Paul Motian – Drums, Percussion. 

1 – What Will Be Left Between Us and The Moon Tonight? (for Japan)– 11:04 
2 – In India (to Irene) – 1:10 
3 – Enormous Tots (to People´s Music Works) – 6:00 
4 – Caucasian Bird Riffle (for Sheila) – 5:06 
5 – Funnybird Song (to Swallow) – 1:18 
6 – Indonesian Dock Sucking Supreme (to Peking Widow) – 8:54 
7 – Song of The Jungle Stream (to Besha and to Tadd Dameron) – 10:15 
8 – Nothing (for WATT) – 3:34 

O álbum “Tropic Appetites” tem música de Carla Bley e letra de Paul Haines e foi catalogado como a primeira edição da WATT WORKS MUSIC, criada por Carla Bley e Michael Manter para divulgação dos seus trabalhos discográficos, cujos álbuns serão fabricados, distribuídos e comercializados pela ECM Records de Manfred Eicher. Gravado entre Setembro de 1973 e Fevereiro de 1974, no Blue Rock Studio, New York, por Eddie Karvin. As gravações com Julie Tippetts foram efectuadas em Novembro de 1973 no Island Studios, London, por Frank Owen assistido por Richard Elen. Mixed em Fevereiro e Março de 1974, por Eddie Karvin, no Blue Rock Studio, New York. Fotografia de Gregory Reeve. Album Design de Paul McDonough. As fotografias usadas na colagem no interior do álbum “Tropic Appetites” foram tiradas por Paul Haines durante uma estadia no Bali no ano de 1972. Produção de Carla Bley e Michael Mantler. 

Rui Luís Lima

Eberhard Weber - “Yellow Fields”


Eberhard Weber 
“Yellow Fields” 
ECM Records 

Eberhard Weber – Bass. 
Charlie Mariano – Soprano Saxophone, Shenai, Nagaswaram. 
Rainer Bruninghaus – Keyboards. 
Jon Christensen – Drums. 

1 – Touch – 4:59 
2 – Sand-Glass . 15:31 
3 – Yellow Fields – 10:04 
4 – Left Lane – 13:37 

Eberhard Weber e o seu quarteto “Colours” prosseguem a sua aventura musical com a edição deste magnifico “Yellow Fields”, sendo de referir a saída do ex-membro dos Soft Machine, John Marshall, da banda entrando para o seu lugar o baterista Jon Christensen. Por outro lado, será sempre de referir em “Yellow Fields” a magia que o shenai e o nagaswaran introduzem nos temas em que surgem tocados por Charlie Mariano, oferecendo-nos paisagens sonoras de uma enorme beleza. 

Gravado em Setembro de 1975 no Tonstudio Bauer, Ludwigsburg, por Martin Wieland. Capa do álbum de Maja Weber. Layout de Dieter Bonhorst. Fotografia de Gabi Winter. Produção de Manfred Eicher. Todos os temas são da autoria de Eberhard Weber. 

Rui Luís Lima

Collin Walcott - “Cloud Dance”


Collin Walcott 
“Cloud Dance” 
ECM Records 

Collin Walcott – Sitar, Tabla. 
John Abercrombie – Guitar. 
Dave Holland – Double-Bass. 
Jack DeJohnette – Drums. 

1 – Margueritte (Collin Walcott) – 8:25 
2 – Prancing (Collin Walcott) – 3:23 
3 – Night Glider (Collin Walcott) – 6:35 
4 – Scimitar – (. Walcott / J. Abercrombie)2:42 
5 – Vadana (Dave Holland) – 6:59 
6 – Eastern Song –(Collin Walcott) 2:32 
7 – Padma (C. Walcott / J. Abercrombie) – 2:43 
8 – Cloud Dance (Collin Walcott) – 5:48 

O Mestre da cítara e tabla norte-americano surge aqui a liderar um quarteto de eleição, oferecendo-nos sonoridades oriundas de um certo multiculturalismo, provando, mais uma vez, como através da música é possível o encontro entre ocidente e oriente e norte e sul, cabendo ao genial Collin Walcott a função de conduzir até à ilha do tesouro este belo trabalho discográfico intitulado “Cloud Dance” que permanece, nos dias de hoje, como uma obra incontornável na sua discografia. 

Gravado em Março de 1975 no Tonstudio Bauer, Ludwigsburg por Martin Wielend. Fotografia da capa do álbum de Tadayuki Naito. Fotografia de Andreas Reggenbass. Design de Dieter Bonhorst. Produção de Manfred Eicher. 

Rui Luís Lima

sábado, 12 de maio de 2018

Michael Mantler - “No Answer”


Michael Mantler 
“No Answer” 
WATT Records 

Carla Bley – Organ. Clavinet. 
Don Cherry – Trumpet. 
Jack Bruce – Bass Guitar, Voice. 

Musica de Michael Mantler 
Letra de Samuel Beckett 
(Words of Samuel Beckett from “How It Is”) 

Number Six 
1 – Part One – 4:55 
2 – Part Two – 4:50 
3 – Part Three – 5:45 
4 – Part Four – 2:05 

Number Twelve 
1 – Part One – 7:35 
2 – Part Two – 4:05 
3 – Part Three – 2:00 
4 – Part Four – 2:55 

Gravado entre Fevereiro e Julho de 1973 no Blue Rock Studio, New York, por Eddie Karvin. Jack Bruce gravou em Novembro de 1973, no Island Studio, London, por Frank Owen assistido por Richard Elen. Mixed em Março de 1974 por Eddie Karvin no Blue Rock Studio, New York. Design de Paul McDonough. Fotografia de Gregory Reeve, Jerry Bauer e Valerie Wilmer. Produção de Michael Mantler e Carla Bley. O álbum “No Answer” de Michael Mantler irá ser reeditado em cd duplo, em Fevereiro de 2002, acompanhado do álbum “Silence” de Michael Mantler e Harold Pinter, na Watt Records 

Rui Luís Lima

Gary Burton Quintet - “Dreams So Real – Music of Carla Bley”


Gary Burton Quintet 
“Dreams So Real – Music of Carla Bley” 
ECM Records 

Gary Burton – Vibraphone. 
Mick Goodrick – Guitar. 
Pat Metheny – Electric 12-String Guitar. 
Steve Swallow – Bass. 
Bob Moses – Drums. 

1 – Dreams So Real – 6:19 
2 – Ictus/Syndrome/Wrong Key Donkey – 10:23 
3 – Jesus Maria – 3:44 
4 – Vox Humana – 7:00 
5 – Doctor – 4:13 
6 – Intermission Music – 6:29 

Carla Bley é um nome incontornável no universo musical, revelando-se ao longo dos anos um verdadeiro farol que muitos têm seguido no sentido de encontrarem esse porto seguro para expandirem a sua criatividade e originalidade, por vezes tão mal recebida ou mesmo incompreendida. Tanto Carla Bley como Michael Mantler com as suas composições e o seu trabalho de produtores e editores na etiqueta WATT, abriram muitas portas ao mundo, ao mesmo tempo que divulgavam as suas composições e por tudo isto o famoso vibrafonista norte-americano Gary Burton decidiu homenagear a música de Carla Bley com este belo trabalho discográfico intitulado “Dreams So Real – Music of Carla Bley”, integrando um quinteto de luxo, que o diga Steve SwallowJ! 

Gravado em Dezembro de 1975 no Tonstudio Bauer, Ludwigsburg, por Martin Wieland. Fotografia da capa do álbum de Rainer Kiedrowski. Fotografias de Roberto Masotti. Layout de Dieter Bonhorst. Produção de Manfred Eicher. 

Rui Luís Lima