sexta-feira, 22 de junho de 2018

Wolfgang Amadeus Mozart - "Concerto Pour Flute et Harpe en Ut Majeur K.299"



Wolfgang Amadeus Mozart 
Concerto Pour Flute et Harpe en Ut Majeur K.299 
Les Petits Riens (Ballet) 
Walter Koffman – Flute 
Holga Lebowisch – Harp 
Orchestre de la Société des Concerts de Vienne 
Karl Ritter 
33 RPM

Este foi o meu segundo disco/álbum da denominada música erudita ou se preferirem música clássica que tive e foi comprado na companhia da minha avó na discoteca da Casa Africana, tendo pedido na altura à funcionária da discoteca se podia escutar o disco e ela, após ter sorrido, ofereceu-me esse pequeno prazer. 

Como cheguei a esta obra do amigo Amadeus prende-se acima de tudo com o facto de ter começado, ainda com a idade de um digito, a escutar a hoje denominada Antena 2, na época era o posto da “música clássica” na gíria e andava fascinado com o som desse belo instrumento que é a harpa que tinha escutado numas peças que tinham transmitido, num desses dias em que esperava pela peça de teatro que era hábito ser transmitida ao domingo e assim, caro Amadeus, tanto podia ser este belo concerto como outro qualquer, mas confesso que fiquei apaixonado por este belo concerto para flauta e harpa e depois temos sempre esse belo “Les Petits Riens” de que nunca mais me esqueci. 

Rui Luís Lima

Ludwig van Beethoven - "Sinfonia Nº.3 – Eroica"



Ludwig van Beethoven 
"Sinfonia Nº.3 – Eroica" 
Berlin Philarmonica Orchestra 
Eugen Jochum 
33 RPM

Este foi o meu primeiro álbum de música clássica que comprei, na companhia da minha avó, na discoteca Melodia, na Rua do Carmo, no mesmo dia em que adquiri o single dos “The Beatles” com o “Let It Be” e o inenarrável “You Know My Name…”. Ainda andava com um digito na idade e no bolso tinha um dos volumes do “Guerra e Paz” de Tolstoi, na edição da Minerva, em cinco volumes e queria muito ter a “Heróica” do amigo Beethoven, que já tinha escutado na Rádio e achava profundamente belo, ouvindo a música no meu pensamento enquanto lia o Tolstoi, só não concordava que o Beethoven tivesse riscado a dedicatória da dita Sinfonia. 

Fui para casa todo contente, nesse dia 23 de Junho e quando estávamos todos a lanchar, avós, mãe, tia e amigos da escola, decidi pôr a tocar o Beethoven e não ouve qualquer reacção, porque os doces eram bem convidativos, mas quando chegou ao segundo andamento da Sinfonia, fui convidado a mudar de disco, talvez porque não fosse o mais indicado para tocar na festa do meu aniversário, embora gostasse muito dele e assim fiz a vontade à minha querida avóJ! 

Rui Luís Lima

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Top of the Pops - Vol. 13



Top of the Pops 
Vol. 13
33 RPM 

Tudo começou em 1968 e durou até 1984 e essa aventura chamou-se “Top of The Pops” e tratava-se de álbuns que ostentavam na capa uma jovem (“revelando alguns atributos”) e que ofereciam os hits do momento num álbum que custava o preço de um single e venderam imenso ao longo dos anos nas mais diversas paragens deste Planeta Terra. A editora era a Pickwick Records que ostentava o selo Hallmark. De referir que uma das últimas figuras a surgir na capa, oferecendo-nos o seu talento, foi a modelo Samantha Fox. 

O volume 13, surgido no ano de 1970, oferecia-nos os seguintes temas: 

1 – You Can’t Get It If You Really Want. 
2 – Band of Gold. 
3 – Me and My Life. 
4 – Which Way You Goin’ Billy? 
5 – Give me Just A Little More Time. 
6 – Love is Life. 

7 – Tears of a Clown. 
8 – Sweetheart. 
9 – Montego Bay. 
10 – Don’t Play That Song. 
11 – Our World. 
12 – Close To You. 

Recordo-me bem destes discos, já que um familiar me ofereceu vários, sendo um dos mais tocados lá por casa este volume 13 dos “Top of The Pops”, cuja capa é reproduzida em cima, tendo este álbum em concreto (penso que os restantes também), sido comprado na loja Singer que existia nos anos 60/70 no Largo do Camões, encontrando-se os mesmos num escaparate perto da porta de entrada da loja. Hoje em dia não estariam certamente por lá durante muito tempoJ! 

Mas o curioso da feitura destes álbuns da série “Top of The Pops” era o facto de as canções que se escutavam não serem as originais, devendo no entanto ter sido milhões os que as ouviram pensando que estavam a ouvir os temas originais. As gravações das canções eram efectuadas num Estúdio, com excelentes condições técnicas e intérpretes desconhecidos, cujos nomes nunca iremos saber, que tentavam reproduzir fielmente o original. Fala-se até que alguns nomes famosos em início de carreira ou a darem os primeiros passos passaram por lá. Eram “covers” e ninguém sabia! 

Rui Luís Lima

quarta-feira, 20 de junho de 2018

The Beatles “A Hard Day’s Night”



The Beatles 
“A Hard Day’s Night” 
33 RPM. 

“A Hard Day’s Night” é um filme realizado por Richard Lester, tendo como protagonistas “The Beatles”, com o intuito de explorar esse fenómeno que explodia junto das camadas mais jovens de então e que ficou conhecido por Beatlemania, em que se copiava o corte de cabelo dos quatro cavalheiros de Liverpool e nos concertos as jovens gritavam tanto e de forma tão histérica, que mal se conseguia ouvir a popular banda, se tem dúvidas ou não se recorda, tente escutar o álbum “The Beatles at Hollywood Bowl” J! 

Sendo ainda de referir que Richard Lester após o enorme sucesso da película “A Hard Day’s Night”, que em Portugal teve o inacreditável título de “Os Quatro Cabeleiras do Após-Calipso”, nesse ano de 1964, decidiu rodar no ano seguinte um novo filme com os “The Beatles”, a que foi dado o título de “Help” / “Socorro!”, com um argumento bem divertido e desta vez a ser rodado a cores, enquanto o filme anterior da banda, “A Hard Day’s Night” tinha sido rodado a preto e branco. 

Isto tudo para dizer que este foi o terceiro LP/álbum que tive, na minha passagem pelo Planeta Azul, sendo um dos meus favoritos, a par do incontornável “Sgt. Peppers Lonely Heart Club Band”, que recentemente fez cinquenta anos e permanece um dos mais belos trabalhos discográficos da música do século xx. 

Ao percorrer as minhas memórias, recordo-me bem que “A Hard Day’s Night” fartou-se de rodar lá por casa e foi comprado na discoteca da “Casa Africana”, como prenda de um meu aniversário pela minha avó, só não gostei mesmo nada foi de a edição ser espanhola e ter entre parêntesis escrito por debaixo do título, “Que Noche La De Aquel Dia”. 

Rui Luís Lima

terça-feira, 19 de junho de 2018

Paulo de Carvalho - “eu”



Paulo de Carvalho 

“eu” 
33 RPM

aqui falei do primeiro single que tive do “Paulo de Carvalho”, cantando duas canções da autoria do espanhol Manolo Diaz, ambas em inglês, “Walk in the Grass” e “Waiting For the Bus”, que irão ser incluídas neste álbum, intitulado simplesmente “Eu”, todo ele cantado em inglês, e que na época revelava bem os dotes vocais de Paulo de Carvalho, que iria passar mais tarde a cantar na sua língua materna como todos sabemos, tendo um enorme sucesso e só regressando aos temas em inglês de forma muito esporádica. 

Sendo certamente desconhecido para muitos, este excelente álbum de Paulo de Carvalho, que foi na época gravado em Madrid e que merece bem ser redescoberto, encontrando-se algumas das faixas do LP sem dificuldade na popular plataforma Youtube. 

1 – It’s Been a Long Time (Paulo de Carvalho / Vasco Noronha) 
2 – Don’t Leave me Alone (João Gonçalves) 
3 – Ana – (Luís Pedro Fonseca) 
4 – Waiting For The Bus (Manolo Diaz) 
5 – Bitter Wine (Kevin Hoidale) 
6 – Keep Your Love Alive (Kevin Holiday) 
7 – You Must Be Free, Bird (João Gonçalves) 
8 – Walk on the Grass (Manolo Diaz) 
9 – Peter and Paul (Rui Ressurreição / Isabel Mota) 
10 – Flower To be Free (José Calvário / José Sottomayor) 

Um álbum que faz parte das minhas memórias musicais e que me foi oferecido num aniversário pela minha mãe.

Rui Luís Lima

The Beatles - “Beatles VI”



The Beatles 
“Beatles VI” 
33 RPM

Sem qualquer falha de memória, posso afirmar que este álbum dos “The Beatles” foi o primeiro LP que tive na vida e surgiu “lá por casa” num aniversário de um digito nesse ano de 1966, oferta da minha mãe e que teve um enorme sucesso junto do filho, que estava doido de contente com a prenda. 

O álbum “Beatles VI” esteve na época durante seis semanas em primeiro lugar na célebre tabela de álbuns do Billboard e ao ser lançado nos Estados Unidos encontrou uma excelente recepção, a que se deve também ao facto de o quarteto de Liverpool oferecer aqui três temas bem conhecidos dos norte-americanos, com novas roupagens ou seja três “covers” como é politicamente correcto, embora eu prefira a palavra versão, que certamente um dia destes deixa de existir na língua portuguesa, refiro-me aos temas “Bad Boy” e “Dizzy Miss Lizzy”, este último bem famoso da autoria de Larry Williams e a famosa canção “Words of Love” de Buddy Holly.

Rui Luís Lima

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Chicago - “Free” / “Free Country”



Chicago
“Free” / “Free Country”
45 RPM.

Um dos melhores exemplos de uma “rock and roll band” na história da música é precisamente os “Chicago”, esse grupo que nasceu no Illinois e que desde 1967 tem sido uma verdadeira Instituição, que nos tem oferecido uma das mais belas viagens musicais que conheço, tendo descoberto, curiosamente, este grupo nas célebres “Jukebox” que andavam por aí nas décadas de 60/70.

Tenho de confessar que o tema “Free” dos Chicago, da autoria de Robert Lamm, incluído no álbum “Chicago III” e fazendo parte da suite “Travel”, tal como o lado B do single intitulado “Free Country”, foi descoberto na “Jukebox” que havia nas instalações do Motel de Oeiras, hoje em dia pertencente ao Inatel e que se encontrava, na época, na zona de jogos. Colocava-se uma moeda e escolhia-se o disco/tema e quando entrei na sala para jogar estava a tocar o “Free” e pouco depois, quando a sala ficou de novo inundada pelos ruídos dos jogos vídeo, eu invadi o espaço com o “Free”!!!

Só me recordo de voltar a usar uma “Jukebox” para escutar as minhas músicas favoritas já no período liceal, quando íamos até ao Parque Mayer jogar matraquilhos e enquanto jogávamos ao “perde/paga”, íamos escutando as nossas músicas favoritas dos grupos rock dessa primeira metade da década de setenta do século xx.

Regressando aos Chicago, de referir que esta banda de Rock and Roll apenas numerava os álbuns ou seja havia o álbum de estreia “Chicago Transit Autority” e a partir de então foi sempre de “Chicago II” a “Chicago XXXVI” (datado de 2014) e pelo meio temos meia dúzia de outros títulos icónicos de álbuns como o célebre “Chicago Christmas”. Uma banda que nos ofereceu sempre o melhor do “rock and rol” com uma secção de metais fabulosa!!!

Rui Luís Lima

domingo, 17 de junho de 2018

Graham Nash - “Chicago” / “Simple Man”



Graham Nash 
“Chicago” / “Simple Man” 
45 RPM 

Um dos maiores grupos de folk rock norte-americanos são os “Crosby, Stills, Nash And Young”, considerado um verdadeiro “Super Grupo”, sendo os seus quatro membros verdadeiras Instituições Musicais deste Planeta. Mas os quatro iniciaram as suas carreiras noutras banda,s também elas célebres. David Crosby era oriundo dos “The Byrds”, Stephen Stills e Neil Young pertenciam aos famosos “Buffalo Springfield” e Graham Nash era o vocalista dos “The Hollies”. 

Para aqueles que não sabem, temos nesta banda um britânico (Graham Nash), um canadiano (Neil Young) e dois americanos (David Crosby e Stephen Stills) e recorde-se que Graham Nash abandonou os The Hollies no auge da fama para constituir com o seu amigo David Crosby os célebres “Crosby, Stills & Nash”, que depois irão receber de braços abertos Neil Young, como todos vimos no Festival de Woodstock, no filme montado por Martin Scorsese e realizado por Michael Waldleigh. 

Ao longo da sua extensa carreira Graham Nash também formou um duo com David Crosby, conhecido simplesmente como “Crosby & Nash”, da mesma forma que Neil Young e Stephen Stills, irão constituir a “Stills and Young Band” para nos oferecerem o fabuloso álbum “Long May You Run”, tendo também todos eles encetado e gravado ao longo dos anos uma carreira a solo com diversas pérolas discográficas e foi assim que eu descobri na Radio este fabuloso “Chicago”, incluído no primeiro álbum a solo de Graham Nash, intitulado “Songs For Beginners” (1971), que muitos anos depois, já na idade adulta, irei adquirir, mas então, nessa época, estava a dar os primeiros passos na matéria musical e foi com a minha avó que na Discoteca do Grandela em Lisboa fui comprar o single, recordo-me que era no último andar que se situava a discoteca; quando cheguei a casa fiquei fascinado pelo tema do lado B do disco, que me era totalmente desconhecido e que considero uma das mais belas baladas de Graham Nash intitulada “Simple Man”! 

Ao longo da minha passagem pelo Planeta Azul, continuo a seguir a extraordinária carreira musical destes quatro enormes poetas e compositores chamados Graham Nash, David Crosby, Stephen Stills e Neil Young! 

Rui Luís Lima

sábado, 16 de junho de 2018

Francis Lai - “Love Story”



Francis Lai 
“Love Story” 
45 RPM. 

Este single oferece-nos dois temas da banda sonora do filme “Love Story” realizado por Arthur Hiller e que nesse ano de 1970 arrastou e fez chorar multidões, com Ryan O’Neal e Ali MacGraw nos protagonistas (tendo a senhora na vida real, muitos anos depois da feitura da película, abandonado o actor Steve McQuenn, quando ele mais dela precisava, falecendo o carismático Steve pouco tempo depois). Mas regressando à banda sonora desta película que na época vi num dos cinemas de Bairro perto da minha casa, já que nos de Estreia não conseguia entrarJ! 

Confesso que adorei o tema Musical de “Love Story” e depois a maravilhosa interpretação de Andy Williams, que ouvia na Radio, tocava-me bem no fundo e assim descobri que nunca devemos pedir a terceiros para nos comprarem os discos que desejamos ter ou seja pedi a um familiar para me comprar o disco (o single), mas pensando que me iriam trazer a versão com o Andy Williams a cantar o “Love Story” e depois terminei por receber de prenda o single com a música do Francis Lai, que incluía o célebre tema da película de Arthur Hiller no lado A e no lado B o bonito “Skating in the Park”, também do filme. 

Muitos anos depois o cineasta Arthur Hiller irá realizar uma nova versão de “Love Story”, que irá intitular “Making Love” e que era já reflexo dos tempos que então se viviam, na década de oitenta, mas não obteve o mesmo sucesso. 

Rui Luís Lima

sexta-feira, 15 de junho de 2018

José Feliciano & Quincy Jones - “”Mackenna’s Gold”



José Feliciano & Quincy Jones 
“”Mackenna’s Gold” 
45 RPM 

Desde muito cedo que me deixei fascinar pelas bandas sonoras dos filmes e fosse uma simples canção que surgia na película e me cativava ou a banda sonora orquestral que terminava por trautear em criança, ajudaram-me nessa época, ainda com um dígito de idade, a fixar o nome de filmes e os seus intérpretes, só mais tarde viriam os realizadores, produtores, argumentistas, enfim o cinema como paixão. 

E este fim-de-semana o convidado é precisamente a banda sonora, através de dois singles/EP, que foram certamente os primeiro s que tive na minha discoteca. Ora este “Ouro de Mackenna” / “Mackenna’s Gold”, realizado por J.Lee Thompson e protagonizado por Gregory Peck e Omar Sharif (dois actores cujo trabalho sempre me deslumbrou), possui uma banda sonora típica dos “westerns” clássicos, mas com um “toque” bem diferente do tradicional e isso deve-se à genialidade do compositor Mr. Quicy Jones e por outro lado tinha um tema cantado por José Feliciano, que vai muito na linha do que escutamos no “Rio Bravo” de Howard Hawks, pela voz de Ricky Nelson e também temos nesta película uma jovem índia que na época me deixou fascinadoJ, mas isso já é outra história! 

Posso assim dizer que a minha colecção de bandas sonoras se iniciou com este EP, cujo filme vi em estreia no Monumental com a minha avó e algumas semanas depois fui ver com um amigo, ao famoso Jardim Cinema (também conhecido pelo “Palhinhas”), tudo por causa da jovem índiaJ! 

De referir que este EP era composto por quatro faixas, dois temas instrumentais de Quincy Jones e a canção do filme em duas versões: a que se escutava no filme em inglês, cantada pelo José Feliciano, que depois nos irá oferecer no disco a versão em espanhol ou castelhano, como é agora mais politicamente correcto referir. 

Rui Luís Lima